domingo, 11 de maio de 2008

Bispo Hermes recebe título de Embaixador da Paz pela ONU

No dia 10 de Maio, o Comitê da Paz Mundial, órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), promoveu uma grande cerimônia para a entrega de Diplomas e Medalhas à líderes que têm se empenhado em favor da paz no Mundo. Na ocasião, a nova diretoria do Comitê foi apresentada à multidão que lotava o auditório da Rádio Boas Novas em Vila Isabel, RJ.

A Cerimônia foi conduzida pelo Pr. Abner Ferreira, da Catedral das Assembléias de Deus de Madureira. Entre as apresentações, destacamos a cantora Glória Fernandes, que após louvar foi ovacionada pelo público emocionado pela mensagem musical. Outro momento muito especial foi a apresentação coral e banda da Assembléia de Deus de Madureira cantando "Aleluia" de Handel. Todos ficaram visivelmente emocionados.

A mensagem ficou por conta do Rev. Guilhermino Cunha, da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, que ressaltou que a genuína paz é fruto de um relacionamento com Deus através de Cristo, o Príncipe da Paz.
A outorga do título de Embaixador da Paz e a entrega dos diplomas e medalhas ficou a cargo do Rev. Isaías de Souza Maciel, presidente da OMEBE (Ordem dos Ministros Evangélicos no Brasil e no Exterior).

Entre os contemplados, estava o Bispo Hermes C. Fernandes, Bispo Primaz da REINA - Igreja do Futuro, e presidente do Instituto Defensores do Futuro, que aproveitou a oportunidade para divulgar seu livro "Amor Radical", pedindo que todos os líderes ali reunidos levantasse aos céus uma oração, consagrando a obra literária.
Entre a multidão, havia vários reinistas ilustres, entre eles, Pr. Cecílio C. Fernandes Jr., Pr. Servilho de Cristo, Pr. Martins, Pr. Leonardo Apicelo, Pr. Joaquim, Pr. Paulo, Missionárias Rosa e Nair, Rhuan, Revelyn e Mateus.

A Cerimônia contou com a cobertura da Rede Record de Televisão, e da TV Gospel, como também de vários periódicos evangélicos.

Além do título de "Embaixador da Paz", o Comitê da Paz Mundial conferiu, em nome da ONU, uma medalha de Honra ao Mérito àqueles que têm trabalhado em prol da paz.

O Bispo Hermes C. Fernandes foi nomeado vice-presidente do Conselho Consultivo do Comitê da Paz Mundial, e vai trabalhar ao lado do Rev. Guilhermino Cunha.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

I Fórum Por Um Mundo + Justo

Que mundo deixaremos para as próximas gerações?

É fácil cobrar dos outros, criticar, e até se alienar dos problemas que nos rodeiam. Porém, a proposta do Evangelho pregado pelo jovem Galileu era de trazer ao mundo a Justiça do Reino de Deus. Não apenas uma justiça retribuitiva, mas, acima de tudo, distribuitiva.

No dia 19 de Julho, às 9h. e 14h., o Instituto Defensores do Futuro, estará reunindo representantes de vários setores da sociedade, formadores de opinião, para buscar soluções que tornem o mundo um lugar mais justo e seguro pra se viver.

Seja na cultura, na política, na educação, nos esportes, nos negócios, cada pessoa tem sua parcela de contribuição a dar.

Além de preletores nacionais e internacionais, também ouviremos o depoimento de quem já tem feito alguma coisa dentro de sua esfera de atuação. Artistas, esportistas, políticos, empresários, profissionais liberais, educadores, ambientalistas e religiosos, compartilharão suas experiências.

Todos queremos deixar para nossos filhos um mundo melhor do que recebemos de nossos pais.

Inscrições abertas pelo defensoresdofuturo@hotmail.com

Endereço: Rua Piratini, 75, Centro - Duque de Caxias, RJ - Em frente à Quadra da Grande Rio
Tel.: (21) 2771-1180
ENTRADA FRANCA

É possível sentir saudade do futuro?

“Saudade”. Sem dúvida uma das mais belas palavras de nossa língua. Uma das únicas que não podem ser traduzidas pra nenhum outro idioma.

Embora só exista “saudade” em português, este sentimento é comum a todos os povos e culturas. Temos saudade do que passou, de pessoas que se foram, de experiências que vivemos, e até daquilo que fomos um dia.

Mas a pior das saudades é a saudade do futuro.
Como é possível sentir saudade do que ainda não vivemos? Que sentimento é esse?

Imaginemos uma mulher grávida, que subitamente aborta o filho. Mesmo sem nunca tê-lo embalado em seu colo, nem tê-lo visto, o que ela sente é saudade. Não é saudade da barriga preponderante, mas de um futuro que jamais se concretizará. Saudade de toda expectativa investida. Saudade de um choro de criança que ela jamais ouvirá.

É uma sensação estranha, porém, real.

Cada momento que vivemos está grávido do futuro.

O futuro é fruto do casamento entre a eternidade e o agora.

Às vezes temos a sensação de que o futuro foi abortado. É esta sensação que produz em nós um tipo de saudade do futuro.

O sábio Salomão diz que Deus “pôs a eternidade no coração dos homens” (Ec.3:11). Em outras palavras, Deus fecundou nossa alma com a semente da eternidade.

Nosso corpo está sujeito ao tempo, mas nossa alma nos conecta diretamente à eternidade. E é por isso que Paulo declarou: “Por isso não desfalecemos. Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2 Co.4:16).

Se a fé nos conecta à eternidade, a esperança nos conecta ao futuro.

Há situações que enfrentamos em nosso dia a dia que parecem destruir nossa esperança. Aos poucos, a esperança vai cedendo lugar ao desespero. E quando isso acontece, não é apenas o corpo que se consome, mas também o homem interior.

Jó experimentou isso na pele e na alma:

“O meu espírito vai-se consumindo, os meus dias vão-se apagando, e só tenho perante mim a sepultura”. Jó 17:1

Isso me lembra uma cena do filme “De volta para o futuro”, em que o protagonista volta ao passado, e percebe que uma foto que ele trouxera do futuro está se apagando, pelo fato de seu passado estar sendo alterado, e seu futuro comprometido.

Não há como retornar ao passado para alterar o presente ou o futuro. Mas podemos viver o presente comprometidos com o futuro.

Quando vivemos sem qualquer perspectiva, nosso espírito vai se consumindo, quando a vontade de Deus é que ele se renove dia após dia. É nosso homem exterior que se corrompe com o tempo. Nosso espírito tem que ser constantemente renovado. A esperança é a fonte da juventude, onde nosso espírito deve mergulhar para manter-se sempre jovem e disposto.

Se nosso espírito for consumido pela falta de perspectiva, nossos dias desbotarão, e a vida perderá sua cor. Então, só nos restará uma possibilidade: a sepultura.

Nossos dias se apagam, quando nosso futuro se desvanece. Quando já não temos expectativas, nem esperança.

Era assim que Jó se sentia.

“Os meus dias passaram, malograram-se os meus propósitos, e as aspirações do meu coração (...). Se a única casa pela qual espero for a sepultura, se nas trevas estender a minha cama, se à corrupção clamar: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã, onde estará então a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?” Jó 17:11,13-15

Lembremo-nos que a fé que nos conecta à eternidade. Mas é a esperança que nos impulsiona para o futuro. Quando a esperança se esvai, temos que recorrer à fé.

Paulo diz que devemos atentar “nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas (...). Andamos por fé, e não por vista” (2 Co. 4:18; 5:7).

O futuro não pode ser abortado, mas a esperança sim. E se ela tem sido sabotada pelas circunstâncias adversas, somente a fé poderá restaurá-la.

Foi o que aconteceu a Abraão, que “em esperança, creu contra a esperança, que seria feito pai de muitas nações (...). E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo amortecido” (Rm.4:18a,19a).

Soa estranho para nós o fato de alguém crer contra a esperança. A fé deve ter primazia sobre a esperança.

A fé nos faz acessar a eternidade, onde o futuro já é presente, um presente que ainda não foi desembrulhado.

Na definição do autor sagrado, “a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb.11:1).

Nossa fé deve estar voltada para Aquele que “chama a existência as coisas que não são, como se já fossem” (Rm.4:17).

O que ainda será na perspectiva do tempo, já o é na eternidade.

Crer contra a esperança, é, ao mesmo tempo, crer aliado à esperança. É transcender o tempo e o espaço, e vislumbrar a eternidade.

Defensores de que Futuro?

Até onde vai a nossa obrigação, enquanto igreja de Cristo, para com aqueles a quem temos evangelizado? Será que ela se encerra no âmbito espiritual? O fato de lhes ter anunciado a vida eterna em Cristo já é suficiente?

Tomemos por exemplo o profeta Eliseu, e sua preocupação para com o futuro de uma família a quem ele beneficiara, restituindo-lhe o filho que morrera (II Reis 8:1-15):

“Ora, Eliseu havia dito à mulher cujo filho ele restaurara à vida: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e mora onde puderes, porque o Senhor chamou a fome, a qual virá à terra por sete anos. Levantou-se a mulher e fez conforme a palavra do homem de Deus. Foi com a sua família, e habitou na terra dos filisteus durante sete anos.”

Eliseu sentiu-se responsável pelo bem-estar e pelo futuro daquela família. De que adiantaria restituir a vida do menino, sem garantir-lhe o direito de desfrutá-la em todo o seu potencial?

“Ao cabo dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus, e saiu a clamar ao rei que lhe devolvesse a sua casa e as suas terras.”

Terminada a fome que abatera em Israel, a mulher voltou para a sua propriedade, e em uma audiência com o rei, reivindicou a restituição de seus bens.

O que mais chama a minha atenção neste texto é a maneira como Deus tece as circunstâncias para beneficiar àquela mulher e a sua família. Afinal, nada acontece por acaso. Há um Deus que é Senhor absoluto das circunstâncias, até mesmo das contingências da vida. Ele não dá ponto sem nós.

Talvez aquela mulher não pudesse compreender a razão pela qual Deus permitira que seu filho amado morresse. Afinal, Deus o havia dado sem que ela pedisse. Agora, não fazia sentido algum Deus lhe tomar o único filho.

É claro que ela ficou sobremodo agradecida e alegre quando Deus lhe restituiu o menino, porém, não podia supor a maneira como esse milagre alteraria o rumo de sua vida.

Quando aquela mulher adentrou a sala real, ela interrompeu uma conversa entre o rei e Geazi, discípulo do profeta Eliseu.

“Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito. Contando ele ao rei como Eliseu restaurara à vida um morto, a mulher cujo filho ele havia restaurado à vida clamou ao rei que lhe devolvesse a sua casa e as suas terras. Disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este o seu filho a quem Eliseu restaurou à vida.”

Coincidência? Não! Providência!

“O rei perguntou à mulher, e ela lhe contou a história. Então o rei lhe designou um oficial, dizendo: Faze restituir-lhe tudo o que era seu, e todas as rendas do campo desde o dia em que deixou a terra até agora.”

Que bela surpresa! Além de ter suas terras de volta, ela ainda recebeu do rei tudo o que ela deixou de colher todos aqueles anos.

Tudo por causa do testemunho que Geazi deu acerca do milagre operado por Deus na vida daquela mulher.

De fato, a repercussão de um testemunho pode abrir muitas portas.

Não há fatos isolados. Se um abismo chama outro abismo, uma bênção tem o poder de atrair outras tantas.

Jamais ela poderia supor que a ressurreição de seu filho fosse impactar de tal maneira o coração daquele rei, a ponto de ele restituir-lhe todos os anos perdidos.

Caminhemos um pouco mais pelo texto:

“Eliseu foi a Damasco, e Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente. Quando anunciaram ao rei: O homem de Deus chegou aqui, disse ele a Hazael: Toma um presente contigo e vai encontrar-te com o homem de Deus. Por intermédio dele pergunta ao Senhor: Sararei eu desta doença? Foi Hazael a encontrar-se com ele, e levou um presente consigo, a saber, quarenta camelos carregados de tudo o que era bom de Damasco. Veio, pôs-se diante dele, e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou a ti para perguntar: Sararei eu desta doença? Respondeu-lhe Eliseu: Vai, e dize-lhe: Certamente sararás. Mas o Senhor me mostrou que ele morrerá. E olhou para Hazael, fitanto nele os olhos até que este se sentiu envergonhado. Então o homem de Deus chorou. Perguntou Hazael: Por que chora o meu Senhor? Respondeu ele: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel. Porás fogo às suas fortalezas, os seus jovens matarás à espada, os seus meninos despedaçarás, e as suas mulheres grávidas fenderás.”

Vislumbrar o futuro pode ser gratificante, mas também pode ser aterrorizador. Eliseu teve um vislumbre do futuro e ficou indignado. Aquele moço enviado pelo rei para presentear o profeta representava uma ameaça ao futuro do povo de Israel. Embora fosse apenas um serviçal, seu destino era ser o próximo monarca da Síria. Ele mesmo retrucou o profeta, quando se viu embaraçado diante do olhar perscrutador de Eliseu: “Como é que tu servo, que não passa de um cão, poderia fazer tão grande coisa? Respondeu Eliseu: O Senhor me mostrou que hás de ser rei da Síria.”

Os jovens seriam mortos à espada, os meninos seriam despedaçados, e as grávidas seriam partidas ao meio... Que desgraça!

Imagino o que se passou na cabeça de Eliseu. Talvez houvesse pensado até em tirar a vida daquele rapaz ali mesmo, para evitar o pior.

Interessante perceber que o texto fala de duas realidades opostas. Na primeira, um menino é restituído ao seio da família, para que seu testemunho garantisse a restauração de todos os bens perdidos durante o tempo de fome em Israel. Na segunda, um rapaz enviado como mensageiro de um rei representava um futuro ameaçador para o povo de Israel.

Dois “futuros” contrastantes.

Eliseu tinha olhos clínicos, capazes de distinguir os espíritos, os propósitos do coração, e vislumbrar o futuro.

Quantos jovens e meninos abandonados pela nossa sociedade, que vêm ao nosso encontro para trazer um recado do futuro.

Aquela criança que hoje ignoramos nos sinais de trânsito, é a mesma que amanhã poderá invadir nossa casa e manter nossa família refém.

Ah, se tão-somente fôssemos mais sensíveis à voz que nos vem do futuro para nos avisar.

O futuro sempre envia seus mensageiros!

Alguns deles trazem mensagens de esperança, enquanto outros nos vêm para despertar nossa consciência, a fim de fazermos algo hoje e evitarmos a desgraça que pode estar em nosso caminho.

O texto termina revelando que o que Eliseu temia veio a acontecer:

“Então deixou a Eliseu, e voltou a seu senhor, o qual lhe perguntou: Que te disse Eliseu? Respondeu ele: Disse-me que certamente sararás. No dia seguinte, Hazael tomou um cobertor, molhou-o na água e o estendeu sobre o rosto do rei, de modo que este morreu. E Hazael reinou em seu lugar.”

Neste caso em particular, nada foi feito para alterar o rumo das coisas. Porém, há sempre algo que podemos fazer hoje para defender nosso futuro.

Um menino que deixa as drogas e retorna à vida hoje, poderá ser a chave para a sobrevivência de toda uma família amanhã.

Que possamos fazer algo agora, em vez de simplesmente ficarmos na expectativa que o pior nos acometa. Ainda que da perspectiva da eternidade o futuro já esteja pronto, para nós que vivemos do lado de cá, o futuro precisa ser construído.

Estou convencido que o papel da igreja cristã não é apenas garantir vida eterna às pessoas, mas também trabalhar para garantir o futuro deste mundo. Fomos constituídos por Deus como "defensores do futuro"!