A tragédia que se abateu sobre o Haiti, um dos países mais pobres do mundo, e destruiu parte de sua capital, Porto Príncipe, num terremoto de grande intensidade (7 graus na escala Richter, no início da noite de terça-feira, 12/1), com centenas de mortos e devastação urbana, está provocando reações imediatas de solidariedade em todo o mundo. Entre os principais grupos cristãos que atuam nesta área de envio de ajuda emergencial, três entidades já se manifestaram com pedidos de doações para envio imediato àquele país e orações. A britânica Tearfund saiu na frente e está remetendo, já no dia seguinte à tragédia (13/1), a quantia de £50,000 (cerca de 150 mil reais) para ajudar os sobreviventes. Também continua recebendo doações para ampliar esse tipo de resposta emergencial e pedindo orações em seu site.
Como ajudar os sobreviventes do terremoto no Haiti
Postado por Hermes C. Fernandes às 14:11 0 comentários
Precisa dizer mais o quê?
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Avril Lavigne - Knocking on Heaven's Door
Foi Jesus quem disse: "Batei, batei, e abrir-se-vos-á!"
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Até aonde seremos capazes de ir?
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Arquitetura ecológica
Não basta ser alto ou bonito: os melhores prédios do mundo precisam agora ser ecológicos
Em 2050, a Terra terá mais de 9,2 bilhões de habitantes, dos quais cerca de dois terços viverão em cidades, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas. Além da falta de água e de eletricidade, o problema da fome se tornará ainda mais intenso, uma vez que não haverá onde plantar o suficiente para alimentar tanta gente.
A fim de impedir essa catástrofe, vários projetos de prédios autossustentáveis e até alguns destinados ao cultivo de frutas e vegetais estão sendo desenvolvidos no mundo, mas ainda sem previsão para saírem do papel. “Os edifícios consomem quase metade da energia gerada no mundo e a maioria das pessoas mora, trabalha e realiza atividades de lazer neles. Além disso, conforme as pessoas melhoram de vida, mais aumenta o consumo de energia. Porém, se olharmos hoje para esse problema crescente, o impacto dos edifícios no futuro será muito menor”, acredita Marcelo de Andrade Romero, vice-diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo reportagem da revista Superinteressante, os prédios estão acabando com o mundo. A poluição que eles geram é 10 vezes maior que a de todas as indústrias e 50% maior que a dos carros. No total, o que eles consomem de gás de cozinha, água e energia elétrica é responsável por 31% da emissão anual do gás responsável pelo aquecimento global, sem contar o que é liberado pelo lixo e durante a produção do cimento. Algumas pequenas idéias podem aliviar: lâmpadas econômicas, descargas menos potentes e sensores de presença. Em Curitiba, uma lei obriga os prédios novos a reutilizar a água do chuveiro na descarga e captar água da chuva para fins menos nobres, como lavar a calçada. Mas alguns prédios estão levando a idéia ao extremo. Arranha-céus inteligentes, projetados para aproveitar o vento, a água da chuva e a luz do sol conseguem diminuir a poluição e os custos. "Construções sustentáveis são mais caras que as normais, mas a diferença se paga rapidamente com a redução nas contas de água e luz", diz Márcio Augusto Araújo, do Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica.
Foi com essa preocupação que, em 1999, o professor de saúde pública da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, Dickson Despommier, desenvolveu o conceito de “fazendas verticais” – prédios destinados a plantações hidropônicas (sem terra) de vegetais e frutas, separados por andar, e que geram a energia que necessitam, além de usar água da chuva.
Também para Nova York, o arquiteto franco-belga Vincent Callebaut, desenvolveu o edifício Dragonfly, uma estrutura de tubos, inspirada nas asas de uma libélula, capaz de distribuir água da chuva por todos os 132 andares, irrigando as diferentes plantações.
Outro projeto verde para a cidade é o do arquiteto Blake Kurasek, da Universidade de Illinois: um prédio com apartamentos projetados para moradia ou para a produção agrícola em estufas, terraços funcionando como pomares e o térreo destinado à compra e venda de alimentos.
No Brasil, até 2011, deverá estar em funcionamento, na USP, o prédio autossustentável do Centro de Estudos de Clima e Ambientes Sustentáveis (Ceca), onde haverá ventilação e iluminação naturais e uma redução de 30% no consumo de água tratada.
“O objetivo é demonstrar que é possível ter um edifício que gera toda a energia que consome e apresentar, aos alunos e à população em geral, tecnologias ainda pouco utilizadas”, acrescenta Romero, responsável pelo projeto.
Na Universidade de Waterloo, em Ontário, no Canadá, está em desenvolvimento um prédio de 59 andares que, além de servir para plantações, produzirá eletricidade a partir do lixo. Já a água do mar será a fonte de manutenção das estufas existentes no edifício criado pelos arquitetos italianos Cristiana Favretto e Antonio Girardi para Dubai, nos Emirados Árabes. E a reciclagem não será só a partir do lixo.
Preocupada em proteger a fauna aquática do Golfo do México e não fazer dos oceanos ferros-velhos, a empresa norte-americana Morris Architects pretende transformar em hotel as cerca de 4 mil plataformas de petróleo que serão desativadas na região.
Telhados ecológicos
Se os projetos de fazendas verticais ainda estão no papel, muitos prédios e casas dos Estados Unidos, do Japão e da Alemanha já estão cobertos de jardins, com grama, flores e até arbustos. Com isso, cresce o número de áreas verdes, melhora a qualidade do ar, e há mais conforto térmico e redução do consumo de luz elétrica em casas e edifícios. “Essa é uma das ideias para resolver problemas que prejudicam as cidades. Imagine São Paulo com a mesma população, mas coberta de verde. O ar seria muito mais limpo e as enchentes diminuiriam, pois aumentaria a área permeável”, diz o engenheiro agrônomo João Manuel Linck Feijó, diretor da empresa Ecotelhado, responsável pelo “ecoteto”, já instalado em São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS).
Água fresca - Telenor Fornebu, Oslo
A sede da principal empresa de telecomunicações da Noruega foi construída ao lado de um fiorde. Ela canaliza a água dali para resfriar o prédio no verão e para aquecer no inverno, quando o ar fica mais frio que a água. Além disso, as janelas são inclinadas e os blocos têm alturas diferentes para aproveitar ao máximo o fugidio sol escandinavo.
Movido a hidrogênio - Condé Nast Building, Nova York
O prédio reúne quase todo tipo de energia alternativa. Tem painéis fotovoltaicos para captar luz solar, aquecedores a gás natural e também produz eletricidade na cobertura a partir de duas células combustíveis (movidas a hidrogênio). A energia elétrica usada à noite é toda produzida no próprio edifício. No fim do mês, a economia média chega a 40%.
Edifício reciclado - Hearst Tower, Nova York
A Hearst, maior editora de revistas do mundo, reformou a sede que ocupa desde 1928 e construiu nada menos do que um prédio de 46 andares no meio dela. Cerca de 85% do material da demolição do prédio antigo foi reciclado e usado na própria obra. E a água da chuva vai ser coletada para atividades que não necessitem de água potável.
Pegando vento - 30 St Mary Axe, Londres
O mais novo arranha-céu de Londres usa metade da energia de um prédio comum. Os 5 500 painéis de vidro que servem de paredes externas aproveitam o máximo da luz solar – em especial, no domo na cobertura. Além disso, um computador abre e fecha janelas e painéis solares de acordo com o vento e com o sol.
Sol e chuva - Sede da Kyocera, Tóquio
É o ponto de encontro dos painéis solares da capital japonesa. São 1 896 deles, que no total geram 214 kW, suficientes para alimentar mais da metade dos 20 andares e poupar a atmosfera de 97 toneladas de dióxido de carbono por ano. O prédio também aproveita água da chuva para a limpeza e para o sistema de ar condicionado.
Fonte: Superinteressante e Arca Universal
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O Futuro em nossas mãos
Postado por Hermes C. Fernandes às 13:54 0 comentários

